Título do Livro: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Nº de páginas: 368 pgs.  
Ano: 2013
Gênero: Romance  
Início e término da leitura: 09/04/15 - 14/04/15
Sinopse: Skoob 
Clique aqui para comprar :)



Oi pessoas!
Depois de ler "A Culpa é das Estrelas" e ter gostado muito, decidi ler outro livro do "Tio João Verde". Sem olhar sinopse, nem resenhas, nem nada, comprei "Cidades de Papel" e comecei a ler sem saber como era a história. Leiam e vejam o que eu achei .

Quentin Jacobsen (ou Q) é um garoto que mora no bairro Jefferson Park e é vizinho de Margo Roth Spiegelman. Q e Margo vivem no bairro desde os dois anos. Por os pais deles serem amigos, às vezes brincavam juntos de bicicleta quando eram crianças. Numa dessas vezes, quando os dois tinham nove anos, presenciaram uma cena chocante: um cara morto, rodeado de sangue. E Margo era boa detetive: fez uma investigação, descobriu nome, endereço, idade, profissão e motivo da morte do cara.

"Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um." Pág. 16

Mas os dois crescem e vão se distanciando, porém Quentin continua apaixonado por Margo Roth Spiegelman (Q repete o nome dela inteiro frequentemente, numa espécie de reverência). 

Os dias de Quentin eram sempre cheios de tédio (não que ele achasse isso ruim) até que, em um cinco de maio, Margo aparece na janela de Q. Ela precisa resolver onze problemas, e precisa de um carro (e de um piloto de fuga). Quentin acaba aceitando. E aí é que começa, provavelmente, a melhor noite da vida de Q. 
A lista de Margo para resolver seus problemas contém bagres, vaselina, Veet e outras coisas que você fica se perguntando o que Margo vai aprontar com elas. E acreditem, essas coisas acabam rendendo momentos engraçados, constrangedores e até doloridos. 

Acabado a noite de aventuras, Quentin vai para casa esperando pelo dia seguinte, para falar com Margo sobre tudo que fizeram juntos. Mas a garota some. Margo some com frequência, porém dessa vez... Será que ela vai voltar para casa? Será que Quentin vai vê-la novamente? 

"Até então eu não havia chorado por Margo, mas enfim chorei, golpeando o chão e gritando (...): eu sentia saudades dela, eu sentia saudades dela, eu sentia saudades dela, eu sinto saudades dela." Pág. 180

Margo sempre deixa pistas para onde vai; são pistas que não levam a lugar nenhum - é o que diz os pais dela. Mas dessa vez, ela deixou as pistas para Q e ele está disposto a encontrá-la - viva ou morta.

Para ajudar nessa busca, há os amigos de Quentin que, na minha opinião, tornaram o livro ainda melhor. Ben Starling (também conhecido por Ben Mija-sangue), Marcus (mais conhecido como Radar) e Quentin juntos formam um trio hilário. Algumas vezes me irritei com Q por ele só se importar com Margo e não com seus amigos. Mas eles acabam mostrando uma amizade verdadeira. Eu ri litros com o Ben que é super engraçado (ou devo dizer idiota?).

"— Ben, você passou cola não mão?
— Não — respondeu ele. — Passei Super Bonder! Assim ninguém pode roubar a espada de mim!" Pág. 214

E agora, sobre a parte mais decepcionante: o final. John Green deixou um final tão aberto que eu fiquei tipo: "Tá, mas e aí? O que acontece depois?". Não gostei do final, mas não posso dizer que não gostei do livro só por causa disso. John não gosta de finais felizes e eu tenho que me conformar com isso se quiser ler mais livros dele. (E sim, eu quero!).

"Cidades de Papel" é dividido em 3 partes: Os fiosA relva; e O navio. Contém alguns palavrões e gírias, mas ao mesmo tempo traz frases profundas e filosóficas, e é narrado em primeira pessoa por Quentin (adorei isso!). Apesar do final em aberto, o livro vale a pena ser lido. 

Estou ansiosa para ver o filme nos cinemas! E vocês?

Nota: 


Outras Capas/ Edições:



Espero que tenham gostado! 
Beijoos .


4 Comentários

  1. Hey Vanessa,

    Que bela resenha, super sincera e de verdade me senti um pouquinho assim lendo esse livro, mas o que transforma esse livro em uma boa leitura é a escrita magnifica de Green, apesar de o final não ter me agradado tanto também, eu acho que a mensagem que ele passa vale muito a pena.

    Beijos.
    Dani Cruz
    http://blog-emcomum.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Dani, obrigada! ^^
      Concordo... Adorei a fala do investigador comparando adolescentes com balões... E mudei o jeito de pensar com Radar falando: "Eu só estava dizendo para você parar de pensar que Ben deveria ser você, e ele precisa parar de pensar que você deveria ser quem ele é". Ou seja, são tantas partes boas do livro, como eu disse na resenha: apesar do final não ter me agradado tanto, o livro vale a pena ser lido!
      Obrigada pelo comentário :). Beijos

      Excluir
  2. Adorei a resenha,
    é a segunda que leio do John Green e todas dizem que são excelentes escritas, ótimos livros, mas com um final absurdamente sem final...
    Acho que ele faz muito sucesso com seus livros, gostaria de saber como seria se eles tivessem um final, ou será que esse sucesso todo se dá pelo fato de não terem final?!
    Não dá pra saber, mas que é interessante, isso é!

    beeeeeeeeijos
    http://surtosliterarios.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Dai!
      Essa é uma pergunta que eu não posso te responder, já que também tenho essa dúvida. O fato é que ele faz um baita sucesso mesmo com esses "finais sem finais". Que bom que gostou da resenha! Volte sempre :)

      Excluir

Devido ao meu tempo estar curtíssimo não estou mais retribuindo comentários.
Obrigada se você comentar mesmo assim ♥.